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Drama sem fim: Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, continuam ‘ilhados’ e agora sem ônibus

Um dia depois de o Lado de Cá mostrar o drama dos moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, que estão ilhados por causa dos alagamentos causados pelas chuvas dos últimos dias na cidade, os transtornos continuam.

 

Nessa manhã de quinta feira, muitos moradores usaram as redes sociais para denunciar a falta de ônibus, que pararam de circular pelo bairro, deixando trabalhadores, estudantes e donas de casa a pé.

 

“A Viação Mauá retirou os ônibus de circulação, alegando buracos nas vias. E como ficamos nós, o moradores que precisamos continuar a sair de casa para trabalhar ou estudar”, postou uma moradora.

 

Outra postagem informa que os coletivos da linha 400, pararam de circular no Bairro das Palmeiras, e em alguns casos só circulam até a metade do itinerário, obrigando os passageiros a descer e seguir o restante do percurso para casa ou trabalho a pé.

 

“Ontem tive que descer de um ônibus da linha 56, porque o motorista disse que não dava para seguir por causa da altura da água que estava batendo na altura do degrau da porta. Tive que seguir para o trabalho andando dentro da água. Isso é um absurdo”, postou outro morador.

 

O Complexo do Salgueiro foi uma das áreas mais atingidas pelos temporais que castigaram a cidade nos últimos dias. Além do transporte, os moradores sofrem com a falta de aulas para os filhos, já que as unidades municipais de ensino também tiveram o seu funcionamento interrompido por conta das chuvas, como a UMEI Professora Natalina Muniz de Oliveiras.

 

“A pior sensação é a de impotência, sinceramente. Toda vez que chove um pouco forte aqui, acontece isso. As crianças ficam sem aula, nós ficamos sem ônibus, acabamos por ficar sem nada e o estresse acaba causando diversos problemas na gente. No último fim de semana, tive um infarto e isso acontece devido aos diversos problemas. Precisamos de apoio, de uma Prefeitura mais atuante, queremos ajuda”, disse o dono de oficina mecânica, José Alves, de 46 anos.

 

Segundo os motoristas da Viação Icaraí – que faz a linha 55A (São Lourenço x Alcântara) – pela Estrada das Palmeiras, o motivo pelo encurtamento do trajeto é a altura do nível da água que chega a atingir o primeiro degrau do coletivo, impossibilitando o livre trânsito de passageiros, principalmente crianças e idosos.

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