HomeSaúdeSão Gonçalo é referência no acolhimento e tratamento de pessoas com HIV

São Gonçalo é referência no acolhimento e tratamento de pessoas com HIV

Mais de 30% dos casos de HIV notificados em 2018, no Estado do Rio de Janeiro, foram em pessoas de 20 a 34 anos, público jovem em sua maioria. Entre os anos de 2000 e 2018, dos 88.939 casos registrados, 8.099 pessoas morreram de Aids sem passar por qualquer tratamento. Na contramão dessa realidade, São Gonçalo, atualmente, através dos três Serviços de Atendimento Especializado (SAEs), localizados na Clínica Municipal do Barro Vermelho, Polo Sanitário Hélio Cruz e Clínica Municipal Zerbini, acolhe 3.876 pacientes soropositivos em tratamento utilizando o coquetel antirretroviral. E no Dezembro Vermelho, mês que marca a conscientização pela prevenção e o tratamento precoce do HIV, a Secretaria de Saúde realizará mobilizações em todas as unidades.

Em média, semanalmente, São Gonçalo realiza mais de 300 atendimentos de testagem rápida, acolhendo moradores do município e regiões vizinhas como Maricá, Itaboraí e Niterói. Somos uma das únicas cidades do Estado que realiza o atendimento em demanda espontânea, sem restrição aos demais municípios, e seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, cada caso positivo é notificado. De acordo com levantamentos do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), a maior incidência de casos de HIV é de jovens entre 15 e 29 anos, com uma média de 13 a 17 casos por semana.
 
Em 2019, a Secretaria de Saúde de São Gonçalo, através do programa Municipal de Ist/Aids aumentou o número do SAE. Hoje, são Gonçalo possui três pontos do programa com testagem rápida e tratamento para o HIV , com infectologistas e enfermagem, e também aumentou o número de Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).
 
Em outubro deste ano, São Gonçalo foi o primeiro município do Estado do Rio de Janeiro a receber o equipamento de carga viral rápida para HIV e hepatite C. Encaminhado pelo Ministério da Saúde, o aparelho possui uma técnica de alta sensibilidade que detecta e quantifica a carga viral, ou seja, o material genético do vírus, e baseado nesse resultado é que o médico infectologista avaliará se o paciente está respondendo ao tratamento. Com a nova aquisição, os resultados que antes levavam 15 ou 20 dias, serão obtidos no mesmo dia do exame.

 
“Acreditar que a Atenção Primária à Saúde é o princípio de toda organização da Rede de Assistência do município, nos promoveu o entendimento que deveríamos agregar todos os conhecimentos e parcerias para produzirmos uma saúde de qualidade à nossa população. Toda essa preocupação foi observada pelo Ministério da Saúde e o Estado do Rio de Janeiro, que sensíveis a todo nosso trabalho e o volume de munícipes que seriam beneficiados com o equipamento, nos fez ser o primeiro município do Estado do Rio de janeiro a receber o equipamento de carga viral rápida. Agradeço ao prefeito José Luiz Nanci, a chefe de Gabinete Eliane Gabriel, Ministério da Saúde e ao Estado por investirem conosco na saúde de nossa população e no treinamento de nossas equipes, entendendo que o desfecho será sempre uma qualidade de vida sustentável para a sociedade”, disse a subsecretária de Atenção Básica, Maria Auxiliadora.

 
De janeiro a outubro deste ano, a Clínica Municipal Doutor Zerbini detectou 27 novos casos, e o Polo Hélio Cruz contabilizou 207. Só este ano, mais 315 novos pacientes foram inseridos no processo de tratamento.

 
Como forma de facilitar o acolhimento, a subsecretaria de Atenção Básica descentralizou a Testagem rápida e hoje todos os enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família (ESF) são capacitados para realizar o atendimento. As capacitações acontecem continuamente através do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEP). Hoje, além dos cinco polos sanitários e as clínicas municipais, todos os 28 postos de saúde da família espalhados pela cidade realizam a testagem rápida.
 
Para Evelin Mendonça, Coordenadora do Programa Municipal de IST-Aids, a eficácia da incidência de políticas públicas é fruto da conscientização e mobilização junto à população.
 
“A Aids ainda não tem cura, mas é possível realizar o tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde. Além dos esforços e investimentos das políticas públicas, o uso do preservativo e o acesso à informação sempre serão fundamentais para proteção e prevenção. O que temos hoje em relação ao HIV é a possibilidade de um prognóstico, a partir do momento que se descobre o quanto antes e inicia o tratamento. Além disso, é importante dizer também sobre a testagem das gestantes, para que não haja a transmissão para o bebê!”, ressaltou. 
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